NA TABA DO ÍNDIO:

reflexões sobre etnocídio,  ecocídio,  genocídio,

epistemicídio, suicídio, identidade e ensino

 

 

Profa. Dra. Ellen dos Santos Oliveira (UFS)

 

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     Este livro “NA TABA DO ÍNDIO” propõe algumas  reflexões necessárias sobre as tritezas dos povos indígenas e do índio enquanto sujeito da História, tais como etnocídio, ecocídio, genocídio, epistemicídio, suicídio, identidade e ensino da História e da Cultura indígena nas escolas.

 

   No primeiro Capítulo, Ellen dos Santos Oliveira, após uma análise crítica do conceito jurídico de etnocídio, e uma reflexão de origem terminológica que diferencia etnocídio de genocídio, apresenta um estudo do etnocídio na Literatura brasileira, com ênfase em obras colonialistas que narram a atuação dos colonizadores em prol de dominação cultural e disputa territorial como Os Sermões do Padre Antonio Vieira e O Guarani e Iracema, de José de Alencar, que mostram a conversão dos índios guaranis ao cristianismo, na prática etnocida.

 

    No segundo capítulo, Ellen dos Santos Oliveira, põe em evidência dois crimes cometidos contra os indígenas: o ecocídio e o genocídio, a partir de análise dessas práticas de violências em Sepé – o morubixaba rebelde (1964) , de Fernandes Barbosa. Propondo uma reflexão da ação humana sobre o ecossistema e sobre a humanidade, e as destruições empreendidas pelos seres humanos empenhados sempre em disputa por poder, terras e em prol de dominação cultural.

 

    No terceiro capítulo, Mariana Pessoa apresenta uma análise da representação identitária da personagem indígena Domingas, do romance contemporâneo Dois Irmãos (2000), de Milton Hatoum. De modo a entender como sua identidade indígena é moldada desde sua educação religiosa na infância até a seu processo de subalternização, exploração e degradação de suas matrizes indígena em fase de dominação e aculturação indígena.

 

    No quarto capítulo, Fernanda Luma G. Barboza, propõe um críticas reflexões sociais, culturais e políticas sobre o suicídio indígena na contemporaneidade, como um mal frequente nas comunidades indígenas no Brasil, devido ao enfrentamente humano-existencial desses povos que ainda sentem ameaçados suas crenças, suas culturas, seus saberes, seus territórios, sua gente. Nesse sentido, a autora defende que o suicídio indígena é um problema social extremamente grave e precisa ser sanado.

 

     No quinto capítulo, Victor Ferri Mauro, propõe algumas reflexões sobre as reais condições para o ensino de História e de Cultura indígena, com ênfase em Mato Grosso do Sul, de modo a refletir sobre a a preservação e proteção de manifestações culturais populares das matrizes indígenas e africanas, pensando na questão da pluralidade cultural nas escolas e currículos escolares.

 

    Pretende-se com estas reflexões, contribuir com os estudos contemporâneos coloniais e pós-coloniais empenhados em compreender as tristezas que rondam as tabas dos índios desde a aventura colonial até a contemporaneidade, e, com tais estudos, contribuir para o ensino de História e Cultura indígena nas escolas.

 

 

 

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SOBRE A ORGANIZADORA

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ELLEN DOS SANTOS OLIVEIRA

 

Professora, pesquisadora, crítica literária e escritora. Doutora e Mestra em Letras pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Possui graduação em Letras Português e suas respectivas Literaturas pela Faculdade São Luiz de França (2012), especialização em Cultura e Literatura pelo Centro Universitário Barão de Mauá, e especialização em Teoria Literária, Literatura brasileira e Língua Portuguesa pela FACUMINAS. Foi membro do NEC - Núcleo de Estudos de Cultura e membro do CIMEEP - Centro Internacional e Multidisciplinar de Estudos Épicos da UFS. 

 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/0243081448488165

E-mail: aprofessoraellen8@gmail.com

 

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